sexta-feira, 19 de março de 2010

Interesting stuff

li hoje esse texto e achando - o interessante decidi partilhar aqui no blog.

A NÃO-VIOLÊNCIA NA CRIAÇÃO DOS FILHOS

Versão pra garotas e EmosO Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Institute, contou a seguinte história sobre a vida sem violência, na forma da habilidade de seus pais, em uma palestra proferida em junho de 2002 na Universidade de Porto Rico.

Eu tinha 16 anos e vivia com meus pais, na instituição que meu avô havia fundado, e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul.
Vivíamos no interior, em meio aos canaviais, e não tínhamos vizinhos; por isso minhas irmãs e eu sempre ficávamos entusiasmados com possibilidade de ir até a cidade para visitar os amigos ou ir ao cinema.
Certo dia meu pai me pediu que o levasse até a cidade, onde participaria de uma conferência durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade. Como íamos até a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas que precisava do supermercado e, como passaríamos o dia todo, meu pai me pediu que tratasse de alguns assuntos pendentes, como levar o carro à oficina. Quando me despedi de meu pai ele me disse:
"Nós nos encontraremos aqui, às 17 horas, e voltaremos para casa juntos."

Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo. Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que esqueci da hora. Quando me dei conta eram 17h30. Corri até a oficina, peguei o carro e apressei-me a buscar meu pai.

Eram quase 18 horas. Ele me perguntou ansioso:
"Por que chegou tão tarde?"
Eu me sentia mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que estava vendo um filme de John Wayne. Então, lhe disse que o carro não ficara pronto, e que tivera que esperar. O que eu não sabia era que ele já havia telefonado para a oficina. Ao perceber que eu estava mentindo, me disse:
"Algo não está certo no modo como o tenho criado, porque você não teve a coragem de me dizer a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado a você. Caminharei as 18 milhas até nossa casa para pensar sobre isso."
Assim, vestido em suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes, começou a caminhar para casa pela estrada de terra sem iluminação.
Não pude deixá-lo sozinho... Guiei por 5 horas e meia atrás dele... Vendo meu pai sofrer por causa de uma mentira estúpida que eu havia dito.
Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria.
Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: "Se ele tivesse me castigado da maneira como nós castigamos nossos filhos, será que teria aprendido a lição?" Não, não creio. Teria sofrido o castigo e continuaria fazendo o mesmo. Mas esta ação não-violenta foi tão forte que ficou impressa na memória como se fosse ontem.

"Este é o poder da vida sem violência."


Fonte : http://www.saindodamatrix.com.br/

é uma reflexao interessante acerca de como uma atitude sábia pode fazer a diferença.

segunda-feira, 15 de março de 2010

John Doe

John Doe - an anonymous, average man.

John Doe – alguém anónimo, homem mediano.

John Doe

Inicio desta forma pois nestas sentenças apenas reside a minha vontade de escrever para o mundo. De qualquer modo espero que o mundo me responda.
Escrevo de forma anónima, sou John Doe, um Homem simples e mediano para os restantes como ele, e envolvo me na escrita de forma um pouco desorientada pois não sei que assuntos minhas palavras vão abranger e tocar. Se é que tocarei em algo…

todos nós somos para alguém John Doe…
todos nós temos características em comum que nos ligam, que nos unem e que se confrontam, todos nós pensamos sobre qualquer tema uma determinada opinião que nos vai unir ao outro John Doe em outro remoto lugar. Todos nós sentimos a dor, a insegurança e todos nós nos deparamos com a alegria do mundo e sua subtileza. Todos nós amamos. Todos nós somos indiferentes à maior parte do mundo…

Todos nós somos John Doe…desconhecidos sem rosto.
é dessa forma que cada um de nós pode ser caracterizado, e porque é neste lugar que cada um de nós pode ser inserido, eu i tu que estás aí desse lado.
depois de alguns segundos encontras milhares de características que te irão inserir em milhares de grupos de anónimos com suas próprias vidas inseridas também nos seus clichés diários e rotineiros.
Se pensares melhor, apenas o facto de teres chegado a esta conclusão por este “exercício” te irá tornar um cliché. Eu próprio escrevendo me tornarei num, ou reformulando, me tornei num.
Cada acção leva a uma reacção e é essa toda a base de tudo o resto…
Cada acção tua no passado revela uma pessoa no presente que muito provavelmente se irá repetir no futuro…
O facto é que qualquer acção que tu faças, qualquer pensamento que tenhas, qualquer atitude que tomes ou que gostasses de tomar te irá tornar comum e te irá inserir num determinado membro dum determinado grupo de clichés. E então, é por isso…
É Por isso que eu sou apenas um John Doe.
E é Por isso que tu és comigo também um típico John Doe.
Pois com certeza, somos todos, de forma única e individual, para a maioria, apenas e apenas só John Doe…

Cliché: The term is frequently used in modern culture for an action or idea which is expected or predictable.
Cliché: O termo é frequentemente usado na cultura moderna para uma acção ou ideia já esperada ou previsível.

A subtileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes.
Charles de Montesquieu